Salário dos professores aumentou até 2011 mas trabalho também
A OCDE frisa que ter o ensino superior diminui a probabilidade de estar desempregado e se traduz num aumento de ganhos face aos restantes níveis de ensino.
Em 2010, um trabalhador com formação superior em Portugal podia esperar ganhar 70% mais do que um trabalhador com o ensino secundário (média da OCDE: mais 64%, em 2011).
Em 2011, Portugal reportou 15,3 por cento de jovens entre os 15 e os 29 anos que não estavam empregados nem em programas de educação e formação, comparativamente à média de 14,8% da União Europeia (UE21).
Entre 2008 e 2011, a população em educação e formação naquela faixa etária que não completou o ensino secundário aumentou 3,9 pontos percentuais, de 14,2% para 18,1%, enquanto a média da UE 21 aumentou 1,8 pontos, de 13,5% para 15,3%.
Entre 2008 e 2011, o aumento do desemprego afetou de forma desigual os cidadãos, dependendo do seu nível de educação.
A taxa de desemprego entre os 25 e os 64 anos sem o ensino secundário aumentou 5,7 pontos percentuais, atingindo os 13,3%. A média da OCDE aumentou 3,8 pontos percentuais, para 12,6%.
Por outro lado, a taxa de desemprego entre os 25 e os 64 anos com formação superior aumentou 2,2 pontos percentuais, atingindo os 8%, quando na OCDE subiu em média 1,5 pontos percentuais, para 4,8%.
«A crise económica tem sido ainda pior para os adultos jovens», diz-se no documento, em que se frisa que aqueles que têm educação superior ficaram menos vulneráveis perante o desemprego.
O documento indica ainda que as mulheres estão mais vocacionadas para terminar o ensino superior do que os homens. Cerca de 73% das mulheres portuguesas que entra num programa de ensino superior pela primeira vez completa o curso, enquanto nos homens a percentagem é de 59%.