Recibos Verdes Electrónicos

A Portaria 338/2015, de 8 de outubro, aprovou os novos modelos eletrónicos e gratuitos de fatura, de recibo e de fatura-recibo disponibilizados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) no seu portal, os quais substituem a partir de 1 de janeiro de 2016 anteiores modelos de «recibos verdes eletrónicos».

A partir de 1 de janeiro de 2016, os sujeitos passivos de IRS titulares de rendimentos da categoria B e os que pratiquem atos isolados têm acesso aos seguintes 9 modelos na sua área reservada do portal das finanças (www.portaldasfinancas.gov.pt):

Fatura (com e sem preenchimento eletrónico)

Recibo (com e sem preenchimento eletrónico)

Fatura-recibo (com e sem preenchimento eletrónico)

Fatura (ato isolado)

Recibo (ato isolado)

Fatura-recibo (ato isolado)

A fatura destina-se a ser emitida pelos titulares de rendimentos da categoria B do IRS, pelas transmissões de bens e prestações de serviços referidas nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 3.º do CIRS, bem como pelos rendimentos indicados na alínea c) do n.º 1 do mesmo artigo.

O recibo destina-se a dar quitação das importâncias recebidas dos clientes, quando tenha sido emitida a fatura referida no parágrafo anterior. Nele deve ser identificada a fatura a que respeita o recebimento.

A fatura-recibo destina-se a ser emitida quando as obrigações de emissão de fatura e do recibo sejam simultâneas. Deve ainda ser emitida pelos sujeitos passivos que, dispensados da obrigação de emissão de fatura para efeitos de IVA ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 29.º do CIVA, devam emitir fatura nos termos do artigo 115.º do CIRS.

Formadores nos Cursos EFA

Os formadores da formação de base dos Cursos de Educação e Formação de Adultos de nível básico e de nível secundário devem ser detentores de habilitação para a docência, nos termos do Despacho n.º11203/2007, de 8 de Julho.

Três Princípios para o Uso da Inteligência Artificial na Aprendizagem

700 PrincipiosIA

A integração da Inteligência Artificial (IA) em contextos educativos exige mais do que domínio técnico — requer uma abordagem crítica, ética e pedagógica, sustentada por princípios que orientem o seu uso com responsabilidade.

O professor António Dias de Figueiredo propõe uma reflexão estruturada em torno de três princípios fundamentais para guiar a utilização da IA na aprendizagem: o Princípio da Precaução, o Princípio do Diálogo e o Princípio da Cultura. Estes princípios não são apenas recomendações operacionais; são chaves interpretativas para compreendermos o lugar da IA nos processos de ensino-aprendizagem.


Princípio da Precaução

A IA não é infalível. Embora possa parecer convincente, é capaz de gerar respostas incorretas, distorcidas ou até factualmente erradas. A sua linguagem fluente e segura pode iludir até os utilizadores mais experientes.
Por isso, este princípio apela à verificação da informação produzida por sistemas de IA. Implica validar dados com outras fontes fiáveis, cruzar conteúdos, e sobretudo cultivar uma atitude crítica face às respostas geradas. Em contexto educativo, isto é essencial: professores e alunos devem saber distinguir entre apoio e verdade.


Princípio do Diálogo

Este princípio centra-se na forma como interagimos com a IA. A qualidade da resposta obtida depende em grande medida da qualidade da pergunta formulada.
Formular perguntas claras, contextualizadas e específicas é uma competência-chave na utilização da IA — e representa um novo tipo de literacia digital: a engenharia de prompts.
Assim, aprender com IA é também aprender a perguntar melhor. Tal como um bom professor desafia os alunos com questões bem formuladas, um bom utilizador de IA desenvolve a capacidade de dialogar com a tecnologia de forma intencional e reflexiva.


Princípio da Cultura

A IA não possui verdadeiro entendimento — apenas simula conhecimento a partir de padrões estatísticos. Por isso, o sentido da resposta só emerge quando é interpretado por alguém que detém o conhecimento contextual necessário.
Este princípio relembra-nos que o valor da IA em educação depende da cultura de quem a usa: os seus saberes, valores, referências e espírito crítico. A IA só é verdadeiramente útil se o utilizador tiver competências para avaliar, adaptar e aplicar o que ela produz.
Em última análise, este princípio afirma o papel central do ser humano na mediação do conhecimento.


Uma bússola para tempos de mudança

Estes três princípios funcionam como uma bússola ética e pedagógica. Não pretendem travar a inovação, mas orientar a sua adoção com discernimento.

Num momento em que a IA generativa entra de forma acelerada nas salas de aula, nas avaliações, na planificação de aulas e até na escrita de trabalhos, é fundamental recordar que a IA deve ser usada como apoio — nunca como única fonte de informação.
O pensamento crítico, o diálogo fundamentado e a cultura do saber continuam a ser os pilares da aprendizagem significativa. A tecnologia é poderosa, mas a educação é — e continuará a ser — uma construção humana.

 

Criação rápida de conteúdos e-learning com a Inteligência Artificial do Articulate 360

 

Consultório da Aprendizagem (webinar gratuito) com o tema: "Criação rápida de conteúdos e-learning com a Inteligência Artificial do Articulate 360", no dia 19 de Fevereiro de 2025, pelas 17:00 (Portugal Continental). Sessão dinamizada por António Vilela (EdRom) e moderada por Mário Martins (Forma-te)

Duração aproximada: 60 minutos.

Emissão em direto, via Youtube, com gravação automática. Faça a sua inscrição gratuita AQUI

Emissão de Certificados Digitais:

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